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Preciso escolher um naming para a minha marca. E agora?

Tempo de leitura: 4 minutos

O mercado, de forma geral, é cheio de modismo. E uma palavra que está na moda atualmente é ‘naming, muito falada especialmente por profissionais da área de branding (outra palavra da moda). Se você abriu uma empresa e está procurando por um nome para sua marca, produto ou serviço, muito provavelmente você já a ouviu.

Mas o que significa naming? Literalmente, significa nomeação, ou o processo de nomear. Em Branding, é um dos processos mais importantes no momento de criar uma marca, já que é o nome que irá conversar diretamente com os clientes. Aliás, a marca é o primeiro contato que o consumidor terá com o seu produto ou serviço e cria uma ligação com sua empresa.

Palavras estrangeiras como naming

É muito comum, num processo de brainstorming, ou seja, no momento de colocar as ideias de nomes no papel, aparecerem alguns em outros idiomas – só até aqui, nesse texto, já utilizamos três palavras em inglês para falar do processo de criação de uma marca. Isso mostra que temos, sim, o hábito de usar palavras estrangeiras no nosso dia a dia. Então, nada mais natural do que pensar em algumas para nomear nosso produto ou serviço.

A estratégia de negócio pode ser um bom indicador na hora de decidir por um nome em português ou em outra língua. Por exemplo, se existe a intenção de internacionalização da empresa, uma palavra em outro idioma pode ser interessante.

Algumas dicas

  • Na criação do naming, algumas coisas são levadas em consideração, como propósito e posicionamento de mercado. E isso vale tanto para palavras em português como em outro idioma. Ou seja, a marca não é apenas uma palavra, ela deve criar uma conexão entre o consumidor e sua empresa.
  • A palavra também tem que ser de fácil entendimento, pronúncia e escrita. Isso vale para qualquer idioma;
  • Se escolheu uma palavra estrangeira para sua marca, pesquise o significado dela – não só o significado linguístico, mas também o cultural. Afinal, você não quer ofender ninguém, não é mesmo? A Word Safety é uma ferramenta que verifica se a palavra que você escolheu tem significado ofensivo em vários idiomas;
  • Antes de registrar sua marca, você ainda pode testá-la no mercado para verificar o que as pessoas acham dela. Uma boa ferramenta para isso é a Google Forms, que permite que você faça enquetes.

Escolhi o nome de minha marca. Posso registrá-la?

Como já falamos bastante, o órgão responsável pelo registro de marcas no Brasil é o INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Existe uma série de regras que definem se uma marca pode ou não ser registrada, e estas devem ser levadas em conta durante o naming.

A regra mais conhecida é a anterioridade, ou seja, uma marca só pode ser registrada caso não existam outras idênticas (ou similares) já registradas na mesma classe de atuação. Contudo, esse não é o único ponto de atenção.

As marcas são dividas em graus de distintividade e são classificadas da seguinte maneira:

  1. Não distintivas
    São nomes que descrevem o próprio produto ou serviço diretamente. Tal característica faz com que os consumidores não consigam diferenciar uma marca do produto/serviço geral.
    Exemplo: marca “Pisante de Borracha” para assinalar um sapato.
  2. Sugestivas/Evocativas
    São nomes que fazem referência a produtos/serviços, porém não os descrevem diretamente.
    Exemplo: marca “TotalShoes” para um sapato
  3. Arbitrárias
    São nomes que já existem em algum idioma, porém não possuem relação com o produto ou serviço.
    Exemplo: marca “Saara” para um sapato
  4. Fantasiosas
    São nomes que não existem nos dicionários e não possuem um significado exato. Normalmente, são fruto da invenção do seu criador.
    Exemplo: marca “Osklen” para um sapato

O grau de distintividade define a força da marca. Quanto mais distintiva, mais forte. No caso das marcas não distintivas, elas não podem ser registradas. Muitas pessoas imaginam que criar uma marca que descreva o seu produto é uma boa ideia (“Empadas do José”, por exemplo), visto que o cliente já entende o que você vende logo de cara, mas isso não é verdade. As chances de sucesso no registro são baixas.

O INPI possui uma série de outros critérios que devemos considerar na hora de criar nossa marca. É importante contar com a ajuda de especialistas para lhe auxiliar nesse momento, visto que são vários detalhes que irão definir o sucesso ou não de sua marca. O Ilupi é uma plataforma de gestão de marcas e patentes 100% online que pode lhe ajudar em todo esse processo.

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Sobre o Autor

Vitor Almeida é analista de negócios do Ilupi. Graduando em Engenharia de Controle e Automação pela UFMG, certificado em Inovação e Negócios pela Stanford University (EUA) e pela Saxion University (Holanda). Participa da modelagem de negócio do Ilupi, software para gestão e vigilância de marcas e ativos de Propriedade Intelectual.

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