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Conflitos de marca: 5 casos famosos e inusitados

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REGISTRE A SUA MARCA
Tempo de leitura: 6 minutos

Você certamente já ouviu falar de alguns casos de conflitos de marca por aí. A gente mesmo já publicou alguns casos super interessantes em nosso site. O que acontece é que o Brasil tem mais de 17 milhões de empresas ativas (imagine a quantidade mundo afora), e a ocorrência de nomes e marcas similares não é apenas possível, mas também muito usual.

Hora de conhecer mais vários casos emblemáticos e entender a importância de uma estratégia sólida e segura de registro de marca, sempre com o apoio do Ilupi.

Como o registro de marca pode interferir no seu negócio?

A marca é o que diferencia os produtos, a qualidade e o que ajuda os consumidores a identificarem suas marcas preferidas. Não é à toa que empresas investem milhares de reais anualmente na construção de uma boa imagem da marca, nutrir a reputação de um produto ou serviço fica muito mais fácil dessa forma.

Além disso, o registro de marca é pré-requisito para o crescimento da sua empresa. Somente tendo o registro aprovado pelo INPI é que seu empreendimento poderá ter franquias, por exemplo. Ademais, fazendo seu registro você poderá crescer sem medo de que criem uma marca parecida com a sua.

Existem no mercado diversos casos de empresas que tentam criar marcas com características iguais às de marcas famosas. Essa forma de “aproveitamento parasitário” geralmente visa tornar uma marca nova mais popular, usando-se das características de uma outra maior e mais antiga no mercado. Veja abaixo alguns casos de conflitos que deram no que falar:

3M vs. 3N

A 3M é uma marca de grande importância no mercado internacional. A empresa vende milhões de produtos todos os anos tanto para outras empresas, quanto para consumidores finais. Todo esse sucesso dá autoridade ao nome da marca e à identidade visual dos produtos da empresa.

Na China, a empresa Changzhou Huawei Advanced Material tentou pegar carona com o sucesso da 3M e lançou sua própria marca de produtos, a 3N. Essa foi uma tentativa de chamar a atenção dos clientes e impulsionar as vendas, porém, como era de se esperar, a 3M percebeu a estratégia e entrou com um pedido de retirada dos produtos com a marca do mercado.

O governo chinês decidiu apoiar o pedido da 3M, uma vez que ela era uma marca que estava devidamente registrada e protegida. Mesmo que os logos e produtos da 3N não fossem similares, o tribunal entendeu a intenção da Changzhou Huawei Advanced Material de usar da fama da 3M para conseguir clientes e mercado e optou por proibir o uso da marca.

Maizena vs. Alisena

Outro caso de violação de direitos de uso e proteção de marca ocorreu quando o grupo Unilever, responsável pela marca de amido de milho Maizena, precisou entrar em processo contra a empresa Muriel Cosméticos. Isso porque a empresa de produtos de beleza lançou uma marca de shampoo com o nome Alisena.

Mas não foi apenas o nome que ficou parecido! Neste caso, a violação maior foi a do chamado trade dress (o conjunto de características visuais, como gráficos, fontes, cores, embalagem) que foi usado indevidamente.

Basicamente, a Alisena imitou várias características da marca Maizena, se aproveitando da memória que o design do produto gera nos consumidores. No fim, após uma disputa na justiça, a estratégia falhou, e a empresa Muriel Cosméticos foi condenada a pagar uma multa de 20% sobre o faturamento com as vendas do produto.

Instagram vs. LitterGram

Até mesmo nas importantes e positivas causas ambientais existem conflitos pelo uso de um nome ou marca. Recentemente um aplicativo chamou a atenção dos donos da mundialmente famosa e poderosa rede social Instagram. O aplicativo que permitia às pessoas avisarem as autoridades locais quando vissem lixo espalhado por localidades na cidade era chamado de LitterGram.

Por causa disso, os donos do Instagram ameaçaram entrar em processo contra Danny Lucas, criador do app sustentável, a menos que ele mudasse o nome do aplicativo. Acontece que ele fez um apelo público ao criador do Facebook, Mark Zuckerberg, alegando que a mudança de nome afetaria o calor do momento. Conclusão: funcionou!

Por fim, os criadores da grande rede social deixaram o caso de lado. Danny Lucas fez um agradecimento ao Facebook dizendo admirar a atitude, e que isso permitiria que investissem tempo no que realmente importa – o cuidado com o meio-ambiente. Mas, atenção: não é todo dia que um grande CEO de uma gigantesca empresa vai aceitar você usar um nome parecido com o da marca dele… 

Zara vs. Restaurante Zara

Em 2010 a rede de vestuário espanhola, Zara, abriu sua primeira loja na Índia. A atuação da empresa no país começou através de um empreendimento conjunto, mas a empresa já correu para registrar as suas marcas por lá. 

Um dos conflitos de marca emblemáticos da empresa foi o que aconteceu contra um restaurante aberto em Delhi com o mesmo nome, o que foi descoberto por meio das diversas operações de monitoramento que a Zara realiza. A Suprema Corte de Delhi decidiu que o nome do novo restaurante poderia realmente confundir os clientes, achando que ele faz parte da rede de vestuário.

O restaurante Zara foi obrigado a mudar de nome. Depois de investir na reformulação de sua marca, hoje ele existe com o nome de Tapas Bar. 

Johnnie Walker vs. João Andante

Um caso um pouco mais recente e que envolve uma marca totalmente brasileira foi a disputa entre a empresa Diageo, fabricante do whisky Johnnie Walker, e uma empresa mineira que fabricava a cachaça João Andante.

Você deve estar se perguntando qual a relação, mas nesse caso, além de o nome da marca brasileira aparentar ser uma tradução livre e direta do nome da marca Johnnie Walker, outras similaridades estavam presentes também no logo da João Andante – enquanto no whisky aparece um senhor andando com sua bengala, na cachaça aparecia um andarilho carregando um pedaço de pau com um saco na ponta.

Os fabricantes da cachaça alegaram que o nome João Andante e a imagem estilizada na logo não passavam de uma referência a um andarilho que vagava pela região. No entanto, a justiça não foi convencida e decretou que os criadores da marca deveriam pagar uma indenização de R$ 50 mil para os fabricantes do whisky.

Evite conflitos de marca parecidos!

Registrar a sua marca nos momentos iniciais do seu negócio é essencial. Dessa forma você identifica marcas parecidas antes que seja tarde demais e cria uma estratégia de marketing segura, que te livra desses conflitos de marca e que te dá retorno de investimento.

Para garantir o sucesso no registro e a segurança para seu negócio, basta chamar o Ilupi! Somos uma equipe de especialistas em Propriedade Intelectual que realiza todo esse processo para você, de forma clara e segura. Venha bater um papo conosco e tire todas as suas dúvidas!

Sobre o Autor

Redator e responsável pelas redes sociais do Ilupi. Lincon Alex é estudante de Letras na UFMG e possui experiência nas áreas da educação e da comunicação. Atua na produção de conteúdo voltado ao marketing em temas como propriedade intelectual, remuneração e incentivos de curto e longo prazo.



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